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O que você precisa saber sobre o fim do boleto simples

A forma com que sua empresa envia cobrança aos clientes vai mudar em breve. Anunciado em 2015 e com implementação total prevista para o ano de 2018, o fim do boleto simples está próximo. A mudança vai garantir mais segurança contra fraudes, mas acarretará em maior custo e menor flexibilidade.

A determinação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) pretende conferir mais transparência aos pagamentos efetuados no país, mas enfrenta resistência principalmente de comerciantes que fazem vendas online. Quer entender melhor o que é boleto simples e de que maneira ele será extinto? Confira!

O que é boleto simples?

O boleto simples é emitido pelo beneficiário (recebedor) sem que seja informado ao banco quem é o pagador do título. Ele também não contém valor ou data de vencimento. Apesar de conter poucos dados, o formato simples pode ser vantajoso para empresas em razão do custo. Apenas uma taxa é cobrada exclusivamente em caso de pagamento do boleto. Ou seja, se o cliente desistir da compra, não há cobrança.

Quais são as principais diferenças entre o boleto simples e o boleto registrado?

Enquanto o boleto simples não traz informações prévias, permitindo que valor e data de pagamento, por exemplo, sejam preenchidos no ato da quitação, e tem menos taxas, o boleto registrado contém obrigatoriamente dados como a identificação do pagador na forma de CPF ou CNPJ, valor e vencimento.

Por ser mais burocrático, facilita aos bancos a cobrança de tarifas, análise de fraudes e inteligência para conferência de crédito. Permite ainda eliminação de problemas como recebimento duplicado.

O boleto com registro possibilita a cobrança de taxas múltiplas, como registro, liquidação, protesto, cancelamento ou alteração. Apesar de mais burocracia e custos na emissão dos boletos registrados, ele trará maior segurança.

Qual é o prazo para o fim da emissão?

A Nova Plataforma de Cobrança da Febraban começou a operar em julho de 2017 de maneira gradativa. Entretanto, a implementação total está marcada para setembro de 2018.

A entidade anunciou o fim do prazo de convivência e as novas datas limite para o fim do boleto sem registro. Veja:

Fim dos prazos de convivência:

  • 13 de janeiro – Boletos a partir de R$ 50 mil;
  • 3 de fevereiro – Boletos a partir de R$ 4 mil;
  • 24 de fevereiro – Boletos a partir de R$ 2 mil;
  • 24 de março – Boletos a partir de R$ 800,00.

A partir de 24 de março de 2018, todos os boletos emitidos pela Nova Plataforma de Cobrança terão de seguir as normas do novo sistema de registro, conforme cronograma:

  • 24 de março – Boletos a partir de R$ 800,00;
  • 26 de maio – Boletos a partir de R$ 400,00;
  • 21 de julho – Boletos a partir de R$ 0,01;
  • 22 de setembro – Processo concluído.

O que muda com o fim do boleto simples?

Além da redução de fraudes, o boleto com registro torna-se um documento oficial que registra todo o trâmite da operação de venda. Ele permite ainda a possibilidade de protestar o boleto em cartório em caso de não pagamento ou a tomada de outras ações de cobrança mais rapidamente. Na prática, o mesmo boleto é associado a possíveis cancelamentos ou alterações nas datas de vencimento ou valores.

Entretanto, é necessário se atentar para o fato de que cada cancelamento ou alteração de boleto costumeiramente vem acompanhada de uma tarifa. Esses custos extras são ruins para empresa emissora e o ato de registrar uma emissão/alteração/cancelamento fica ainda mais trabalhoso.

Já para o cliente pagador, com o fim do boleto simples, o que muda com é o ganho de algumas facilidades para pagar os boletos: boletos vencidos podem ser pagos em qualquer banco, DDA, conferência de dados antes do pagamento e fim da possibilidade de pagamento duplicado.

Como mostramos no texto, o fim do boleto simples está próximo e todas as empresas precisarão se adequar para cumprir as regras. Apesar de aumentar o custo e ser inflexível, a mudança para boletos com registro reduzirá os riscos de fraude e facilitará o rastreamento de ações criminosas.

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